Mensagens

A mostrar mensagens de março, 2026

69.ª Nota ao discurso de Vasco Gonçalves em Almada

A 18 de agosto de 1975, o primeiro-ministro Vasco Gonçalves proferiu um discurso em Almada. Quase cinquenta volvidos deste período, a leitura atenta, cuidada e imparcial desse discurso, informada por tantas décadas de democracia, oferece umas notas de leitura, que doravante de apresentam. Mas não é hoje, com os ataques que se vêm às sedes dos partidos políticos da esquerda, e lá agora me chamarão outra vez “Pró-comunista, lá está o comunista a falar”. Não é desenvolvendo atividades que levaram ao desencadeamento destas ações que nós vemos de reação e do fascismo e que levaram ao assalto e ao incêndio  [69] dos partidos políticos da esquerda, e eu chamo os bois pelos nomes, do partido comunista português, não é desenvolvendo ações desse tipo que se defende o pluripartidarismo. [69] A mãe acabava de colocar as sandes na mochila e já não era sem tempo, tornara-se impossível decidir qual das duas crianças estava mais infernal. O pai decidiu que teria sido melhor ideia ter mantido algum...

68.ª Nota ao discurso de Vasco Gonçalves em Almada

A 18 de agosto de 1975, o primeiro-ministro Vasco Gonçalves proferiu um discurso em Almada. Quase cinquenta volvidos deste período, a leitura atenta, cuidada e imparcial desse discurso, informada por tantas décadas de democracia, oferece umas notas de leitura, que doravante de apresentam. Por isso, agora que o fascismo, mercê das nossas hesitações, ambiguidades e querelas subalternas, eu aqui quando refiro nossas é de todos os portugueses, está a levantar cabeça para recuperar o perdido em vinte e cinco de abril, todos os antifascistas, todos os patriotas, todos os democratas, seja qual for o partido político a que pertençam... Porque nós defendemos, defendemos na prática, o pluripartidarismo, defendemos isso na prática, defendemos um país sem partido  [68] único em que haja uma frente de partidos progressistas, partidos progressistas verdadeiramente interessados no socialismo, mas não é o que se passa hoje. [68] Só mais tarde Alice foi capaz de compreender que tinha tombado precis...

67.ª Nota ao discurso de Vasco Gonçalves em Almada

A 18 de agosto de 1975, o primeiro-ministro Vasco Gonçalves proferiu um discurso em Almada. Quase cinquenta volvidos deste período, a leitura atenta, cuidada e imparcial desse discurso, informada por tantas décadas de democracia, oferece umas notas de leitura, que doravante de apresentam. Por isso o povo a que todos nós pertencemos, militares e civis – porque nós, antes de sermos militares ou antes de sermos civis, somos portugueses, fazemos parte da pátria portuguesa – tem o direito de exigir que o movimento das forças armadas, seu braço armado, defenda a revolução, sob pena de deixar de ser o movimento das forças armadas. A revolução não é de ninguém porque é de todos [67] . [67] Belas palavras? Bah! A revolução é daquelas artes sobre as quais se presta pouca atenção, se toma pouco cuidado, que vive de lugares-comuns e de mais ideias feitas do que de prática genuína. A mestria falha a quase todos os seus admiradores. Quem tem a revolução? Só os parvos perdem tempo com questões de tam...

66.ª Nota ao discurso de Vasco Gonçalves em Almada

A 18 de agosto de 1975, o primeiro-ministro Vasco Gonçalves proferiu um discurso em Almada. Quase cinquenta volvidos deste período, a leitura atenta, cuidada e imparcial desse discurso, informada por tantas décadas de democracia, oferece umas notas de leitura, que doravante de apresentam. A revolução, a nossa revolução, é do povo português. O tempo do paternalismo, dos mandões, dos senhores  [66] da revolução, dos donos do país, acabou. [66] Andando à deriva pelo mundo, um estranho forasteiro foi dar com uma aldeia perdida numa serra na qual já não se avistava um estrangeiro há tantas décadas que os mais velhos nela só guardavam recordação de lendas acerca de tais eventos. Como se quisesse provar que era genuinamente dissimilar à boa gente da terra, o estranho mostrava a sua estranheza em tudo: sobre o corpo trazia um manto puído e sujo, rasgado em vários sítios e a desfiar-se em quase todas as orlas; trazia nos pés o calçado dos animais da floresta, apenas pele muito calejada e se...

65.ª Nota ao discurso de Vasco Gonçalves em Almada

A 18 de agosto de 1975, o primeiro-ministro Vasco Gonçalves proferiu um discurso em Almada. Quase cinquenta volvidos deste período, a leitura atenta, cuidada e imparcial desse discurso, informada por tantas décadas de democracia, oferece umas notas de leitura, que doravante de apresentam. Por isso e aproveitando a presença na nossa pátria de milhares de compatriotas que vieram passar um mês de merecidas férias [65] , quero afirmar solenemente, e mais uma vez, mais sei lá do que tantas vezes, quero afirmar solenemente que os seus bens, o produto do seu trabalho, são sagrados!  Exortá-los também a repudiar tanto em portugal como nos países onde ganham a vida, os que tentam semear a divisão entre os emigrantes, os que tentam separar os emigrantes da sua mãe-pátria. Compatriotas que ganhais a vida lá fora. Não deis ouvidos aos boatos. Participai ativamente na obra de reconstrução da vossa pátria para que os vossos filhos e netos não sejam obrigados a passar o que tendes passado, a sofr...

64.ª Nota ao discurso de Vasco Gonçalves em Almada

A 18 de agosto de 1975, o primeiro-ministro Vasco Gonçalves proferiu um discurso em Almada. Quase cinquenta volvidos deste período, a leitura atenta, cuidada e imparcial desse discurso, informada por tantas décadas de democracia, oferece umas notas de leitura, que doravante de apresentam. Não se trata portanto de um socialismo tal como o apregoam aqueles para quem o vinte e cinco de abril deveria tão somente ser um render da guarda, uma substituição dos gerentes fascistas dos monopólios e latifúndios, por uma nova geração de gerentes democráticos, e se necessário com umas tintas socializantes, dos mesmos monopólios e latifúndios. Só o socialismo, criando novos postos de trabalho, aumentando a riqueza nacional, libertando cada um de nós da exploração alheia [64] , fará com que nunca mais um português abandone mulher e filhos para ir vender a sua força de trabalho longe da terra natal. [64] Nos princípios de tudo, uma criatura pensante teve uma ideia. Já não se saberá o seu nome, o que é...

63.ª Nota ao discurso de Vasco Gonçalves em Almada

A 18 de agosto de 1975, o primeiro-ministro Vasco Gonçalves proferiu um discurso em Almada. Quase cinquenta volvidos deste período, a leitura atenta, cuidada e imparcial desse discurso, informada por tantas décadas de democracia, oferece umas notas de leitura, que doravante de apresentam. A este processo chamamos nós “processo revolucionário de transição para o socialismo”, porque na realidade se trata de revolucionar um modo de vida baseado na exploração de todos os produtores. Porque se trata de pôr fim ao despotismo de meia dúzia de ricaços, para que os milhões de trabalhadores sejam enfim prósperos, livres e felizes. Porque se trata de criar condições de vida para que mais nenhum português se veja obrigado a expatriar-se a fim de ganhar o sustento dos seus. Processo pois revolucionário de transição para o socialismo, porque só o socialismo, o autêntico, dará a cada um de nós o pão  [63] e as rosas, o sustento e o saber. [63] Era já o sétimo templo e de novo a mesma promessa, qu...

Mensagens populares deste blogue

Liberdade

Mimosa

Boa vontade