69.ª Nota ao discurso de Vasco Gonçalves em Almada
A 18 de agosto de 1975, o primeiro-ministro Vasco Gonçalves proferiu um discurso em Almada. Quase cinquenta volvidos deste período, a leitura atenta, cuidada e imparcial desse discurso, informada por tantas décadas de democracia, oferece umas notas de leitura, que doravante de apresentam. Mas não é hoje, com os ataques que se vêm às sedes dos partidos políticos da esquerda, e lá agora me chamarão outra vez “Pró-comunista, lá está o comunista a falar”. Não é desenvolvendo atividades que levaram ao desencadeamento destas ações que nós vemos de reação e do fascismo e que levaram ao assalto e ao incêndio [69] dos partidos políticos da esquerda, e eu chamo os bois pelos nomes, do partido comunista português, não é desenvolvendo ações desse tipo que se defende o pluripartidarismo. [69] A mãe acabava de colocar as sandes na mochila e já não era sem tempo, tornara-se impossível decidir qual das duas crianças estava mais infernal. O pai decidiu que teria sido melhor ideia ter mantido algum...