vintissinco dabris (4)
1185 Certa vez, no coração da noite de 24 para 25 de abril, soou no breu uma música fraternal. Outra vez, soou a chamada a uma frota naval. No meio da tempestade, os buques de Yoshitsune deslizaram pelo Kanmon como uma torrente destinada a lavar o Daijô das faces do arquipélago do nascente. Diz-se que se deve renovar a água do banho sem renovar o bebé nela contido, mas desta vez o bebé seria despejado com a água, quando a avó, ela e tanto outros Taira, escolheu a honra sobre a humilhação. O minúsculo Antoku dorme até hoje nessas águas frias, acompanhado pela silenciosa Kusanagi que jamais poderá trespassar uma alma. No Dan no Ura, não choveram flores, mas o carmesim dos Minamoto e dos Taira coloriu as águas de Honshu. Tratava-se de terminar uma era e dar início a outra, quebrar o sonho clássico e penetrar o feudalismo de que se cantam lendas de heroísmo, honra e romance. Quando Yoritomo afunda os Taira, submerge com eles uma cultura de ócio aristocrático, a poesia, os livros. Deixemos ...