57.ª Nota ao discurso de Vasco Gonçalves em Almada
A 18 de agosto de 1975, o primeiro-ministro Vasco Gonçalves proferiu um discurso em Almada. Quase cinquenta volvidos deste período, a leitura atenta, cuidada e imparcial desse discurso, informada por tantas décadas de democracia, oferece umas notas de leitura, que doravante de apresentam. Como já por várias vezes afirmei, isto não significa a eliminação da iniciativa privada, cujo concurso também é necessário [57] para a consolidação da economia. [57] Uma certa vez que o séquito passava pelas calhes da cidade, um dos discípulos mirou e sentiu que brotava dentro do seu peito uma pergunta. De imediato quis erguer-se e correr até encontrar o mestre, na esperança de que este soubesse entrar na sua boca e ver-lhe o coração, pois estava tão assolado pela sensação que nem pensara em transformá-la em pedaços de som para que pelos ouvidos os outros pudessem apreciar o mesmo. A sorte do discípulo é que as coisas foram feitas de modo a que, quando o séquito dos imperadores ou dos monges pas...