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38.ª Nota ao discurso de Vasco Gonçalves em Almada

A 18 de agosto de 1975, o primeiro-ministro Vasco Gonçalves proferiu um discurso em Almada. Quase cinquenta volvidos deste período, a leitura atenta, cuidada e imparcial desse discurso, informada por tantas décadas de democracia, oferece umas notas de leitura, que doravante de apresentam. Mas é claro que para a atuação do governo é necessária a existência de um poder forte e neste momento esse poder e autoridade só as forças armadas o podem dar. Sem a satisfação desta condição, o quinto governo provisório não funcionará e também não funcionará qualquer outro governo, chamem-lhe provisório ou de salvação nacional, tenha como primeiro-ministro quem tiver. Chegou o momento em que os revolucionários, estejam onde estiverem, têm de assumir as suas responsabilidades perante o povo e as classes trabalhadoras do nosso país. A onda de agitação e violência  [38] que grassa no país tem de acabar! [38] Assim estão cheias as costas oceânicas. Isto, do seu lado líquido, é evidente. No seu lado s...

37.ª Nota ao discurso de Vasco Gonçalves em Almada

A 18 de agosto de 1975, o primeiro-ministro Vasco Gonçalves proferiu um discurso em Almada. Quase cinquenta volvidos deste período, a leitura atenta, cuidada e imparcial desse discurso, informada por tantas décadas de democracia, oferece umas notas de leitura, que doravante de apresentam. Os patriotas, os progressistas, os democratas, devem demonstrar se de facto isto é um governo que tem a sua confiança ou não é um governo que tenha a sua confiança. Eu devo ainda dizer mais uma coisa. Este governo não é um governo de carreiristas, nem de seguidistas, nem oportunistas, nem homens que queiram tirar partido  [37] de estarem no governo. É um governo de homens que se sacrificam. [37] Nenhum. Em toda aquela aldeia, desde a cova em que o rio se instalava até à colina cujas copas mais leves tinham o gozo de ser as últimas a arranhar a cor do céu antes do escuro desabar, nenhum homem tirava, senão inteiro. Não se pense que tal contribuiu para a elevação moral e inteligética daquele povo. ...

36.ª Nota ao discurso de Vasco Gonçalves em Almada

A 18 de agosto de 1975, o primeiro-ministro Vasco Gonçalves proferiu um discurso em Almada. Quase cinquenta volvidos deste período, a leitura atenta, cuidada e imparcial desse discurso, informada por tantas décadas de democracia, oferece umas notas de leitura, que doravante de apresentam. Os patriotas, os progressistas, os democratas, devem demonstrar se de facto isto  [36] é um governo que tem a sua confiança ou não é um governo que tenha a sua confiança. Eu devo ainda dizer mais uma coisa. Este governo não é um governo de carreiristas, nem de seguidistas, nem oportunistas, nem homens que queiram tirar partido de estarem no governo. É um governo de homens que se sacrificam. [36] Este dever sempre acompanhou o projeto da civilização. É que contrariamente às sociedades naturais, as que vivem em plena comunhão com a selva, as que derivam dela e lhe conservam os aspetos até na designação, em que impera o músculo sobre o senso, isto é, em que uma porrada bem mandada tem o vigor de um...

35.ª Nota ao discurso de Vasco Gonçalves em Almada

A 18 de agosto de 1975, o primeiro-ministro Vasco Gonçalves proferiu um discurso em Almada. Quase cinquenta volvidos deste período, a leitura atenta, cuidada e imparcial desse discurso, informada por tantas décadas de democracia, oferece umas notas de leitura, que doravante de apresentam. Eu devo dizer-vos aqui o seguinte: não há nenhuma revolução, que numa determinada fase da sua história, que não tenha tido uma base de apoio restrita, pois é precisamente neste momento que é preciso um governo forte e com autoridade e é preciso dar essa autoridade a este governo. E nesse aspeto, o povo português tem um grande papel  [35] a desempenhar, é mostrar se está contra ou se está a favor deste governo. [35] Assim dito, dir-se-ia que não passa de uma acusação, a pretensão de que o povo não tem sincera e original naturalidade nas suas ações, que as suas falas foram preparadas por um escritor de grande calibre mas que ele, esse povo, mais não faz do que passear a sua vácua vaidade sobre um pa...

34.ª Nota ao discurso de Vasco Gonçalves em Almada

A 18 de agosto de 1975, o primeiro-ministro Vasco Gonçalves proferiu um discurso em Almada. Quase cinquenta volvidos deste período, a leitura atenta, cuidada e imparcial desse discurso, informada por tantas décadas de democracia, oferece umas notas de leitura, que doravante de apresentam. Eu devo aqui afirmar que vós hoje tendes um governo de grandes patriotas, de grandes lutadores, de autênticos revolucionários, um governo coeso como nunca tivemos nenhum depois do vinte e cinco de abril. É um governo sem compromissos partidários, o que não quer dizer que aqueles homens sejam apolíticos, não, a política deles é eminentemente nacional e revolucionária. Eu nunca me senti tão ligado a um governo como este e sobre este governo empenho toda a minha honra. Dizem-nos que este governo tem pouca credibilidade, tem muito pouca base de apoio, tem uma base de apoio restrita [34] . [34] Por cima, a roda estreita de um uniciclo ou duas peúgas recheadas de pé. A arte dos acrobatas eleva-se tanto pela...

33.ª Nota ao discurso de Vasco Gonçalves em Almada

A 18 de agosto de 1975, o primeiro-ministro Vasco Gonçalves proferiu um discurso em Almada. Quase cinquenta volvidos deste período, a leitura atenta, cuidada e imparcial desse discurso, informada por tantas décadas de democracia, oferece umas notas de leitura, que doravante de apresentam. Na fase intermédia de transição, como aliados da vanguarda constituída pelos trabalhadores e pelo movimento das forças armadas, terão um papel importante a desempenhar na construção da nova sociedade. Assim o queiram compreender. É perante este panorama que o quinto governo provisório foi formado e entrou em funções. E foi perante um golpe de baixa política, o documento dos nove, que iniciou a sua ação. Eu devo dizer que chamo a isto um golpe de baixa política porque ele foi metido, esse documento, precisamente nas vésperas [33] do novo governo tomar posse, para evitar que o governo tomasse posse. Não é que não deva haver liberdade de discussão e de crítica. Toda essa liberdade eu sou o primeiro defe...

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