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20.ª Nota ao discurso de Vasco Gonçalves em Almada

A 18 de agosto de 1975, o primeiro-ministro Vasco Gonçalves proferiu um discurso em Almada. Quase cinquenta volvidos deste período, a leitura atenta, cuidada e imparcial desse discurso, informada por tantas décadas de democracia, oferece umas notas de leitura, que doravante de apresentam. Altos responsáveis chegaram a afirmar que tinham necessidade de recorrer aos órgãos estrangeiros para saber o que se passava em portugal. Mas, em nítida contradição com estas declarações esses mesmos responsáveis, talvez por distração, afirmaram após curta ausência do país, não possuir elementos para apreciar a situação pois não tinham tido acesso aos jornais portugueses durante o tempo que tinham estado no estrangeiro. Tais pequenas distrações passam porém desapercebidas à maioria menos atenta [20] e o governo nunca pretendeu polemizar entrando na denúncia direta e constante de todas as contradições e manobras táticas que lhe iam sendo movidas pelos seus detratores. [20] O ministério de educação faz...

19.ª Nota ao discurso de Vasco Gonçalves em Almada

A 18 de agosto de 1975, o primeiro-ministro Vasco Gonçalves proferiu um discurso em Almada. Quase cinquenta volvidos deste período, a leitura atenta, cuidada e imparcial desse discurso, informada por tantas décadas de democracia, oferece umas notas de leitura, que doravante de apresentam. A campanha desencadeada denunciando a falta de liberdade de informação ou, na melhor das hipóteses, a sua manipulação sistemática por elementos partidários, tem um objetivo muito preciso e corresponde a uma tática conhecida: retirar credibilidade aos órgãos de informação sem que haja necessidade de passar pelas provas de o demonstrar. Ao fim de muito martelar nessa tecla toda a gente acaba por acreditar nesse simplismo [19] resumido na expressão «os órgãos de informação estão nas mãos dos comunistas». Aliada a essa campanha, há outra complementar e que consiste em fazer crer que, precisamente por isso, ou seja, precisamente porque controlada pelos comunistas em conluio com o governo, em conluio comig...

18.ª Nota ao discurso de Vasco Gonçalves em Almada

A 18 de agosto de 1975, o primeiro-ministro Vasco Gonçalves proferiu um discurso em Almada. Quase cinquenta volvidos deste período, a leitura atenta, cuidada e imparcial desse discurso, informada por tantas décadas de democracia, oferece umas notas de leitura, que doravante de apresentam. Haverá decerto quem fique surpreendido. No entanto, para a grande maioria do nosso povo – a quem não se pode enganar eternamente a boa-fé – as revelações que se fizerem não serão mais do que a confirmação daquilo que ele já há muito suspeita... [18] . [18] Que afinal, o mais abominável homem que possa existir vive, de facto, nessas terras frias onde a brancura cobre o solo por meses sem fim. Retirada a película da ignorância que pinta as pálpebras dos notáveis e de outros, esse abdominável homem nevado confirma-se, com todo o pêlo que se lhe presumia sobre a pele, a camada que o aproxima dos bisontes e dos unicórnios lanudos, bestas que como ele estão ocultas à memória dos factos mas persistem atrás d...

17.ª Nota ao discurso de Vasco Gonçalves em Almada

A 18 de agosto de 1975, o primeiro-ministro Vasco Gonçalves proferiu um discurso em Almada. Quase cinquenta volvidos deste período, a leitura atenta, cuidada e imparcial desse discurso, informada por tantas décadas de democracia, oferece umas notas de leitura, que doravante de apresentam. Mantendo-me fiel ao princípio de deixar que sejam os outros a cometer as más ações e também porque sei que, através da minha pessoa, é o movimento das forças armadas que eles pretendem atingir, não responderei jamais aos autores dos insultos de que sou alvo [17]. A cada um a sua moral. No dia em que se escrever a história destes últimos quinze meses e se trouxer a lume as traças e as manhas de alguns dos seus atores e figurantes, uns cujo nome anda nas gazetas nacionais e estrangeiras como paladinos da revolução e da liberdade, outros, conspirando nos corredores e nos cantos de sombra. [17] Naquela tarde quente, enquanto o suor corria pelos pêlos do pescoço ouve quem pensasse coisas terríveis e trági...

16.ª Nota ao discurso de Vasco Gonçalves em Almada

A 18 de agosto de 1975, o primeiro-ministro Vasco Gonçalves proferiu um discurso em Almada. Quase cinquenta volvidos deste período, a leitura atenta, cuidada e imparcial desse discurso, informada por tantas décadas de democracia, oferece umas notas de leitura, que doravante de apresentam. Apelar para os baixos sentimentos, para os pavores ancestrais, para a ignorância ardilosamente inculcada na população pelo fascismo, é ser-se antidemocrático, é dar prova de desprezo pelo seu semelhante, pelo seu compatriota a quem foi vedado o acesso à mais elementar manifestação cultural. É, numa palavra, um procedimento de cariz fascista – já que foi abusando da ignorância do povo português que o salazarismo e o caetanismo se mantiveram autoritariamente no poder por tão largos anos! É pois de lamentar que homens, com quem a revolução deveria contar, que tinham o dever de se encontrar lado a lado com os outros revolucionários, civis e militares, não hesitem em estabelecer alianças de facto com os in...

15.ª Nota ao discurso de Vasco Gonçalves em Almada

A 18 de agosto de 1975, o primeiro-ministro Vasco Gonçalves proferiu um discurso em Almada. Quase cinquenta volvidos deste período, a leitura atenta, cuidada e imparcial desse discurso, informada por tantas décadas de democracia, oferece umas notas de leitura, que doravante de apresentam. E é porque ela é como é que cada cidadão português verdadeiramente empenhado no nosso processo revolucionário, tem o dever absoluto de dar mostras das mais altas qualidades morais. Política e moral são inseparáveis. Não se pode encher a boca com democracia, socialismo e liberdade [15] e, ao mesmo tempo, ter ações salpicadas de tinta salazarista, com tudo o que isso significada de falta de carácter, de grosseria e de arrogância. Isso nada tem a ver com o modo de vida que queremos estabelecer e ver desabrochar em portugal. Isso nada tem a ver com o socialismo: o socialismo que queremos consiste também na possibilidade de cada cidadão de ser um homem de qualidade, de ser um homem de lisura, um homem lim...

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