Mensagens

A mostrar mensagens de junho, 2025

14.ª Nota ao discurso de Vasco Gonçalves em Almada

A 18 de agosto de 1975, o primeiro-ministro Vasco Gonçalves proferiu um discurso em Almada. Quase cinquenta volvidos deste período, a leitura atenta, cuidada e imparcial desse discurso, informada por tantas décadas de democracia, oferece umas notas de leitura, que doravante de apresentam. Cá dentro, não hesitam em aliar-se ao que há de pior na sociedade portuguesa [14]. Lá fora, rojam-se aos pés de quem não admite que um pequenino povo como o nosso tenha a pretensão de ser plenamente livre e feliz! É facto que, após quarenta e oito anos de fascismo, o comportamento deste género de indivíduos não nos surpreende sobremaneira já que são o produto acabado de um regime que privou sucessivas gerações de qualquer educação cívica e patriótica... Enfim, repito, essa gente é como é... [14] ... os funcionários, os praticantes, os beatos, os militantes, os empregados, os assinantes, os militares, os estudantes, os limpadores, os viajantes, os malcriados, os diletantes, os esfaimados, os emigrante...

13.ª Nota ao discurso de Vasco Gonçalves em Almada

A 18 de agosto de 1975, o primeiro-ministro Vasco Gonçalves proferiu um discurso em Almada. Quase cinquenta volvidos deste período, a leitura atenta, cuidada e imparcial desse discurso, informada por tantas décadas de democracia, oferece umas notas de leitura, que doravante de apresentam. Digo, porém, que efetivamente a nossa Revolução estará em perigo – e de morte! – enquanto eles teimarem em dividir as classes laboriosas, em intimidar a pequena e média burguesia, em dividir o movimento das forças armadas, em destroçar a aliança povo-eméfiá – e também a fornecer a órgãos de informação adversos ao nosso processo revolucionário as elucubrações delirantes e malévolas do seu espírito pequeno-burguês. Sim, são eles que põem a pátria em perigo, eles que semeiam a discórdia [13] , que suscitam progromos e autos-de-fé fascistas, que arrebanham e cobrem todos aqueles que, com culpas no cartório, tentam desesperadamente, raivosamente, travar uma derradeira batalha. [13] Primeiro foi ela. Olhou ...

12.ª Nota ao discurso de Vasco Gonçalves em Almada

A 18 de agosto de 1975, o primeiro-ministro Vasco Gonçalves proferiu um discurso em Almada. Quase cinquenta volvidos deste período, a leitura atenta, cuidada e imparcial desse discurso, informada por tantas décadas de democracia, oferece umas notas de leitura, que doravante de apresentam. Durante séculos e séculos, como bicho dentro da maçã, o partido castelhano corrompeu e desfibrou o país até o levar ao opróbio de mil quinhentos e oitenta. Mais perto de nós, foram os integralistas (ora de imitação francesa, ora de figurino germanófilo e nazi) que se entregaram à mesma tarefa. Hoje, erguem-se vozes a cantar loas à europa – não à europa dos trabalhadores, claro, mas à europa dos monopólios e das sociedades multinacionais. Ontem, houve quem servisse castela contra a arraia miúda, hoje há quem deseje colocar as classes laboriosas portuguesas na situação de fogueiros da fornalha da europa capitalista... Desprovida de sensibilidade popular, essa gente não tem sequer a vibração nacional de ...

11.ª Nota ao discurso de Vasco Gonçalves em Almada

A 18 de agosto de 1975, o primeiro-ministro Vasco Gonçalves proferiu um discurso em Almada. Quase cinquenta volvidos deste período, a leitura atenta, cuidada e imparcial desse discurso, informada por tantas décadas de democracia, oferece umas notas de leitura, que doravante de apresentam. É verdade que, em toda a nossa história, houve sempre portugueses que, por espírito mesquinho de classe, estiveram de cócoras diante do estrangeiro, prontos a sacrificarem os interesses da pátria a interesses não-nacionais. Todos nós conhecemos os nomes de tais homens, e execramo-los [11] . [11] henrique, teresa, afonso, sancho, afonso, sancho, afonso, dinis, afonso, pedro, fernando, beatriz, joão, duarte, afonso, joão, manuel, joão, sebastião, henrique, filipe, filipe, filipe, joão, afonso, pedro, joão, josé, maria, pedro, joão, pedro, miguel, maria, fernando, pedro, luís, carlos, manuel, manuel, joaquim, bernardino, sidónio, joão, antónio, manuel, bernardino, josé, manuel, antónio, francisco, améric...

10.ª Nota ao discurso de Vasco Gonçalves em Almada

A 18 de agosto de 1975, o primeiro-ministro Vasco Gonçalves proferiu um discurso em Almada. Quase cinquenta volvidos deste período, a leitura atenta, cuidada e imparcial desse discurso, informada por tantas décadas de democracia, oferece umas notas de leitura, que doravante de apresentam. Não satisfeitos com a total liberdade de que desfrutam no país, tais indivíduos, ao verem que o tempo trabalha contra os seus interesses de politiqueiros ávidos de poder,  transformaram-se, sem vergonha, nos principais fornecedores das oficinas reacionárias  que, em portugal e no estrangeiro,  porfiam em lançar o descrédito sobre o nosso empreendimento patriótico a que deitámos ombros , desde o vinte e cinco de abril,  para que cada português seja livre e feliz [10] . [10] Que significa isto? Ora, significa exatamente aquilo que espanta o espírito de quem ouve estas palavras: livre; feliz. Significa, tão simplesmente, um mundo, uma realidade, uma existência, em que cada português, s...

9.ª Nota ao discurso de Vasco Gonçalves em Almada

A 18 de agosto de 1975, o primeiro-ministro Vasco Gonçalves proferiu um discurso em Almada. Quase cinquenta volvidos deste período, a leitura atenta, cuidada e imparcial desse discurso, informada por tantas décadas de democracia, oferece umas notas de leitura, que doravante de apresentam. Não satisfeitos com a total liberdade de que desfrutam no país, tais indivíduos, ao verem que o tempo trabalha contra os seus interesses de politiqueiros ávidos de poder,  transformaram-se, sem vergonha, nos principais fornecedores das oficinas reacionárias  que, em portugal e no estrangeiro,  porfiam em lançar o descrédito sobre o nosso empreendimento patriótico a que deitámos ombros [9] , desde o vinte e cinco de abril,  para que cada português seja livre e feliz . [9] Submerso no peso soterrante De ombros obstinados O desejo dos patriotas arfa fados Sequiosos de ar respirável.   Atirados como redes encarcerantes Mil dedos acusadores De mil e um salvadores Arranham a pele dos...

Mensagens populares deste blogue

Liberdade

Mimosa

Boa vontade