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62.ª Nota ao discurso de Vasco Gonçalves em Almada

A 18 de agosto de 1975, o primeiro-ministro Vasco Gonçalves proferiu um discurso em Almada. Quase cinquenta volvidos deste período, a leitura atenta, cuidada e imparcial desse discurso, informada por tantas décadas de democracia, oferece umas notas de leitura, que doravante de apresentam. Bastará olharmos para a composição desses quadros dirigentes nos diversos ministérios para verificarmos que neles se encontram individualidades das mais diversas tendências políticas. O mesmo se passa nos quadros dirigentes das empresas públicas e nacionalizadas. Tudo tem sido dito, tudo está a ser feito para travar e deter o nosso processo de marcha em frente por um Portugal mais próspero e mais feliz, por uma pátria mãe de todos os portugueses e mais extremosa com aqueles  [62] que a constroem dia a dia com o suor do seu trabalho: os camponeses, os operários, os pescadores, os pequenos e médios industriais, comerciantes e agricultores. [62] Assim são as avós, nunca sentindo a vergonha de afirmar...

61.ª Nota ao discurso de Vasco Gonçalves em Almada

A 18 de agosto de 1975, o primeiro-ministro Vasco Gonçalves proferiu um discurso em Almada. Quase cinquenta volvidos deste período, a leitura atenta, cuidada e imparcial desse discurso, informada por tantas décadas de democracia, oferece umas notas de leitura, que doravante de apresentam. O mesmo não podia passar-se ao nível da administração central, onde só algumas individualidades mais comprometidas com o regime anterior foram afastadas. Poderá dizer-se que nos lugares de dirigentes deixados vagos pelo saneamento  [61] e nos lugares novos que foram criados, foram colocadas só individualidades daqueles partidos atrás referidos? [61] Eram perto das onze horas da noite, talvez a pior altura, sim, com certeza a pior altura, a hora das indelicadezas, das pessoas sem decência nem respeito, a hora do desrespeito. A essas horas, já as crianças estariam deitadas, os progenitores a descansar algumas partes do corpo sobre uma superfície mole ou almofadada, desejando que o compasso entre o s...

60.ª Nota ao discurso de Vasco Gonçalves em Almada

A 18 de agosto de 1975, o primeiro-ministro Vasco Gonçalves proferiu um discurso em Almada. Quase cinquenta volvidos deste período, a leitura atenta, cuidada e imparcial desse discurso, informada por tantas décadas de democracia, oferece umas notas de leitura, que doravante de apresentam. Agora vou falar também de um outro assunto candente e depois de eu falar nisto eles dirão “Ali está o pró-comunista, ali está o homem ao serviço do partido comunista”. Mas quando a gente tem a consciência tranquila, e tem bem assentado no nosso interior o amor da nossa pátria, a gente não ouve essas coisas. Nem se impressiona com isso. Na campanha de intoxicação da opinião pública a que assistimos, fala-se muito de que os lugares-chave da administração central e local estão ocupados por individualidades do pêcê, do emedêpê e de outros partidos políticos de esquerda em detrimento do pêésse, do pêpêdê ou do cêdêésse. Ora o que se passa na realidade desmente de maneira absoluta as atoardas de tal campanh...

59.ª Nota ao discurso de Vasco Gonçalves em Almada

A 18 de agosto de 1975, o primeiro-ministro Vasco Gonçalves proferiu um discurso em Almada. Quase cinquenta volvidos deste período, a leitura atenta, cuidada e imparcial desse discurso, informada por tantas décadas de democracia, oferece umas notas de leitura, que doravante de apresentam. Há muita gente interessada em dizer que nós somos inimigos da iniciativa privada. Nós somos é uns firmes lutadores e combatentes contra o capital monopolista, contra o capital latifundiário, contra as pressões, contra o poder que os grupos económicos exercem na vida política dos povos. E somos defensores acalorados da libertação do homem. Só na medida em que dispusermos de um estado democrático e forte poderemos impor o ritmo mais adequado à revolução. Mais uma vez, portanto, se põe a questão do exercício  [59] de uma autoridade democrática que faça cumprir as leis democráticas e que dê condições ao governo que permitam clarificar a situação económica, as relações laborais, etc.. [59] Há, para cad...

58.ª Nota ao discurso de Vasco Gonçalves em Almada

A 18 de agosto de 1975, o primeiro-ministro Vasco Gonçalves proferiu um discurso em Almada. Quase cinquenta volvidos deste período, a leitura atenta, cuidada e imparcial desse discurso, informada por tantas décadas de democracia, oferece umas notas de leitura, que doravante de apresentam. Por isso mesmo se fala de uma via de transição para o socialismo durante a qual coexistirão o sector público e o sector privado sendo este progressivamente absorvido pelo sector público de acordo com condições que muito brevemente serão estabelecidas, na sua generalidade, e que garantirão os legítimos interesses dos capitais privados que patrioticamente se colocarem ao serviço da revolução. Compreende-se a perturbação existente entre os pequenos e médios comerciantes, agricultores e industriais, em face das opiniões divergentes sobre o futuro da iniciativa privada, formuladas por várias correntes de opinião a que os meios de comunicação social oferecem por vezes relevo desproporcionado com a importânc...

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