Gilberta
– Realmente, em grupo é muito mais difícil para estas coisas. Assim pensava Gilberta, quando se punha a pensar na família social. Tinha crescido com a convicção que tudo era mais simples em comunidade, que toda a situação era de maior gerência quando se juntava o povo para a solver. O problema era como uma gota de ácido: quanto mais gotas de água à sua volta, menor estrago podia fazer. O sacerdote sozinho levava muita duração para construir o templo para a população, mas quando todo o mundo arregaça a manga fica bem mais fácil. Uns ajudam com o corpo, outros ajudam com a carteira, outros ainda ajudam claqueando, o que conta é ajudar e assim sai mais depressa. Se o inconveniente ficava amortecido na diluição, o prazer parecia ficar mais potente nela, como se fosse uma magia naturopática, tanto mais forte quanto mais rarefeita nos litros de líquido inerte. Por isso quando o vizinho desejava festar, podia festar sozinho, mas aí ficava parecendo louco, lunático como lobisomem raivado d...