réplicas de um terramoto (5)
Dita a experiência acumulada de um povo, e o tempero de uma educação esmerada, que não se deite espreitadela sobre os molares de montaria de casco não fendido. Tais presentes são como as alvoradas e os ocasos, dádivas nas quais abona eterna a promessa colorida, mesmo que suceda uma cobertura de nevoeiro que aos olhos negue o espetáculo matizado que está em cena no palco mais elevado da atmosfera. É de muitas gentes infortúnio que este decoro por vezes não seja cumprido, descobrindo-se uma cárie ou até uma gengiva molestada e descoberta, num quadrúpede de olhos meigos e melífluo relincho, transmutando na ideia social o corcel ou o ginete em encargo ou em pivete.
Tão assim é com a ruína herdada, que por vezes uma tia ou um primo, menos dados às delícias do romantismo, julgam ser um veneno agastador que corrói as esperanças de sensibilidade patrícia. Longe de gozarem esse eco de uma saudade amiga, de se imbuírem do espírito da cavalaria nobre das lendas, mais agradável que a das crónicas, deixam-se arrebatar pelo anzol da miséria, que lhes perfura o lábio e a alma os arrastando pelo mesmo fio.
Os que ainda se regem pelos preceitos antigos, respeitando tradição e memória, descobrem sempre que é nas vistas suaves do potro desdentado, no aroma canforado da arca roída, que dormem as promessas que aguardam um despertar. Assim souberam magicar uma herança infecta em uma fonte de orgulho os da Guiné que é Bissau, pegando nas castanhas do caju e as usando como sempre fizeram os príncipes e demais grandes, levando-as às índias e outras ásias onde essas oferendas são reconhecidas e estimadas.
Tão assim é com a ruína herdada, que por vezes uma tia ou um primo, menos dados às delícias do romantismo, julgam ser um veneno agastador que corrói as esperanças de sensibilidade patrícia. Longe de gozarem esse eco de uma saudade amiga, de se imbuírem do espírito da cavalaria nobre das lendas, mais agradável que a das crónicas, deixam-se arrebatar pelo anzol da miséria, que lhes perfura o lábio e a alma os arrastando pelo mesmo fio.
Os que ainda se regem pelos preceitos antigos, respeitando tradição e memória, descobrem sempre que é nas vistas suaves do potro desdentado, no aroma canforado da arca roída, que dormem as promessas que aguardam um despertar. Assim souberam magicar uma herança infecta em uma fonte de orgulho os da Guiné que é Bissau, pegando nas castanhas do caju e as usando como sempre fizeram os príncipes e demais grandes, levando-as às índias e outras ásias onde essas oferendas são reconhecidas e estimadas.