31.ª Nota ao discurso de Vasco Gonçalves em Almada
A 18 de agosto de 1975, o primeiro-ministro Vasco Gonçalves proferiu um discurso em Almada. Quase cinquenta volvidos deste período, a leitura atenta, cuidada e imparcial desse discurso, informada por tantas décadas de democracia, oferece umas notas de leitura, que doravante de apresentam.
A pequena e certas camadas da média burguesia não devem temer o acesso progressivo dos trabalhadores ao poder, através da via de transição para o socialismo, no decorrer da qual poderão exercer a sua atividade e em que serão progressivamente estabelecidas as relações de produção socialistas. No sistema de capitalismo monopolista de estado em que se viveu, a pequena burguesia era sistematicamente expropriada e proletarizada pelo capital monopolista. A sua sobrevivência era uma questão de tempo [31].
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Quinze minutos?, a título de exemplo. Ou então: Assim tão antigo?, Menos dois anos que quem?, Não será demasiado jovem?, Mas afinal quanto é que pesava?, Quantos quilómetros é que tem de órbita à sua estrela?, ou até: Estará prestes a dar fruto?