24.ª Nota ao discurso de Vasco Gonçalves em Almada
A 18 de agosto de 1975, o primeiro-ministro Vasco Gonçalves proferiu um discurso em Almada. Quase cinquenta volvidos deste período, a leitura atenta, cuidada e imparcial desse discurso, informada por tantas décadas de democracia, oferece umas notas de leitura, que doravante de apresentam.
Os métodos são pelo menos muito semelhantes. Ao argumento sereno prefere-se o insulto dirigido, à crítica fundamentada substitui-se o sarcasmo ridicularizador, a guerrilha verbal, a intimidação psicológica, técnicas estas muito do agrado das estratégias que apelam mais para o instinto do que para a razão. Sim, em rigor, não podemos dizer que haja liberdade de informação em portugal [24].
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A que outrora por cá esteve, não tardou a partir para paragens menos sazonais. Por cá, deixou as marcas de uma subtil passagem, os ecos de palavras que foram pouco mais que talvez. E família. Ao voar ao encontro do seu destino, a liberdade de informação deixou entre nós primos e primas, condicionalidades de informação, que embora sejam incapazes de sonhar, são conhecidas por diligentes cumpridoras de normas. Felizmente, ao deixar a saudade, levou a ofensa. Os bons costumes agradecem.