excerto 21C.FGJ25.038472
Excerto de rascunho rejeitado para capítulo "Povos proto-digitais da Ibéria no século 21" do manual escolar "História Antiga do Reino Oeirense", marcado com data não posterior a setembro de 221- a contar das bodas de Caio César com Lívia.
"Como todas as epidemias, também esta era cíclica: pela segunda vez, este vírus comedoiro entrava pelo extremo ocidental da Ibéria, e novamente com sotaque estrangeiro. Da primeira vez, tinha vindo com a casa de Borgonha e dos seus aliados das ilhas britânicas, e espalhava-se como um manto fúngico pelas aldeias e cidades muralhadas, dividindo os habitantes entre os pacientes e os pacíficos. Da segunda vez regressava vindo do anglofoníssimo novo mundo, depois de ter cruzado o Atlântico e se temperar com sotaques francos, mas onde tocou produziu o mesmo efeito, estilhaçando o povo, essa massa de gente anónima que sofre em comunhão, forçando lealdades para com uns ou outros que não eles. O fungo era o mesmo: a ideia de que um povo completo respondia pela ofensa que fora as suas elites forasteiras haverem roubado a soberania a elites locais. Sobre este assunto, a excelente mestre A.S. Sousa escreveu as palavras que todos conhecemos: «Quase sempre que a história rima, fá-lo com pouca elegância e métrica discutível»."